História do Programa de Bolsas

Breve história do Programa de Bolsas

Instituída em 1925 pelo antigo senador dos Estados Unidos Simon Guggenheim e por sua esposa, em memória do mais velho dos dois filhos do casal, John Simon Guggenheim, falecido aos dezessete anos, em 26 de abril de 1922, a Fundação tem buscado, desde sua criação, “contribuir para o poder educacional, literário, artístico e científico deste país e também sustentar a causa de uma “melhor compreensão internacional”, como explicou o senador em sua Carta de Doação inicial (26 de março de 1925).
 

O Programa dos Estados Unidos e Canadá

A competição, a princípio, era aberta apenas aos cidadãos dos Estados Unidos ou de seus territórios. De acordo com a intenção dos Guggenheim, expressa em sua Primeira Carta de Doação, as bolsas foram originalmente intituladas “Bolsas John Simon Guggenheim Memorial Foundation para Estudos Avançados no Exterior”. Começando com a classe inicial de quinze bolsistas em 1926, era exigido de todos os bolsistas que passassem seus períodos de bolsa fora dos Estados Unidos. Mas ansiosa por impor o menor número de restrições possíveis aos bolsistas, a Fundação rescindiu esta exigência a partir da competição de 1941.

Canadenses se tornaram elegíveis às Bolsas Guggenheim em 1940 e o nome da competição mudou para “Estados Unidos e Canadá”. Residentes das Filipinas eram elegíveis desde o estabelecimento da Fundação (porque as Filipinas eram território dos Estados Unidos naquela época) até 1988, quando o programa filipino foi interrompido. Os pedidos de bolsas das Filipinas eram examinados pelo Comitê de Seleção para os Estados Unidos e Canadá até 1949, quando a responsabilidade passou para o Comitê Latino Americano.
 

Origens do Programa Latino Americano

Simultaneamente, durante estes primeiros anos e estimulados pela Segunda Carta de Doação do Senador e Senhora Guggenheim datada de sete de junho de 1929, os Administradores da Fundação buscaram realizar de forma mais plena o objetivo de “melhorar a compreensão internacional”, expandindo a elegibilidade dos bolsistas para cidadãos de outros países no hemisfério ocidental.

Como explicou o senador Guggenheim em sua Primeira Carta de Doação, ele e sua esposa, intencionalmente, não limitaram a Fundação a nomear bolsistas dos Estados Unidos.

Nós tínhamos em mente então o que agora desejamos tornar efetivo com este novo fundo, a saber, ajudar na crescente interação entre as repúblicas americanas, umas com as outras, nas artes e nas ciências, na educação e nas profissões aprendidas.

Meus irmãos e eu há muito estamos envolvidos comercialmente com muitas das repúblicas ao sul dos Estados Unidos e sabemos que não há mais nenhum fator importante de isolamento econômico nos separando. Mas um comércio similar da mente, de valores espirituais, ainda está para ser realizado. É minha esperança e da Sra. Guggenheim que este novo fundo possa ajudar a suprir esta grande necessidade.

Estamos procedendo com a convicção de que temos muito a aprender nestas nações que são nossas irmãs mais velhas na civilização da América e muito para dar a seus intelectuais e trabalhadores criativos. Isto é fundamental para nosso pensamento sobre este assunto. Nem devemos cair no erro fácil de agrupá-las, todas juntos, em nosso pensamento sob o termo geral “repúblicas Latino Americanas”, pois elas são tão individuais quanto nosso próprio país é individual, e cada uma dará sua contribuição distinta ao comércio da mente que contemplamos.

Foram formados Comitês de Seleção específicos por países, primeiro no México (1930), depois na Argentina, Chile, Cuba (1931) e Porto Rico (1932). Com exceção da competição cubana, que foi sempre administrada de Nova York, estas competições estrangeiras eram totalmente administradas em seus próprios países. No entanto, o custo proibitivo desta administração descentralizada levou a Fundação a centralizar todas as competições em Nova York, a partir de 1934. Com a competição de 1940, Brasil, Peru e Uruguai foram adicionados à lista latino americana.

Com a adição das Índias Britânicas Ocidentais à competição de 1952, o nome deixou de ser “Bolsas Latino Americanas” e passou a ser “Bolsas Inter-Americanas”. À medida que a competição cresceu para incluir todas as possessões coloniais européias no hemisfério ocidental, a responsabilidade dos pedidos de bolsa das Filipinas foi adicionada também a este programa e o nome foi novamente modificado para “Hemisfério Ocidental e Filipinas”. Quando as Filipinas foram eliminadas do programa em 1988, a competição tomou seu nome atual, “América Latina e Caribe”.

Desde sua criação, mais de 1.800 bolsas foram concedidas na competição da América Latina e Caribe.

Ligurian coast, Zoagli, Italy, inspiration for Robin Stryker, Fellow, 2008, appointed for a study of Social Science in U.S. Employment and Discrimination Law.